Cinzas do vulcão Tungurahua sobem a 4 km e Equador mantém alerta

AFP
Camponês caminha em frente ao vulcão Tungurahua, em Cotalo, Equador
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Camponês caminha em frente ao vulcão Tungurahua, em Cotalo, Equador

As colunas de cinzas lançadas pelo vulcão Tungurahua, no centro andino do Equador, alcançaram 4 km de altura esta terça-feira, dois dias depois de reativar e forçar a declaração de alerta laranja em vários povoados, informou o Instituto Geofísico (IG) do país.

"O processo eruptivo mantém emissão constante de cinzas, alcançando até 4 km sobre o cume", informou o IG em seu relatório mais recente, destacando que o material afeta os povoados vizinhos.

A instituição informou, ainda, o emissão de bloco incandescente e fluxos piroclásticos (mistura de gases, cinzas e fragmentos de rocha a temperaturas de até 800 graus centígrados), que desceram a 1.000 metros da cratera.

"A parte alta do vulcão, os vales e suas desembocaduras são as áreas de maior risco", embora "não tenham ocorrido nem chuvas nem avalanches", acrescentou o IG, que registrou dez explosões.

Na noite de segunda-feira houve boas condições na região do maciço, de 5.029 metros de altitude e 135 km ao sul de Quito, que permitiram observar a "liberação permanente de material incandescente", segundo boletim prévio do IG.

Enquanto isso, o Comitê de Operações de Emergência (COE) da província de Tungurahua acompanhava a situação permanentemente devido ao aumento da atividade vulcânica e da declaração, na véspera, do alerta laranja (anterior ao vermelho, de máxima periculosidade) nas zonas de influência, informou a Secretaria Nacional de Gestão de Riscos (SNGR, Defesa Civil).

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